quarta-feira, junho 30

O caminho.

Não esperava nada diferente de mim, mas foi o que veio. A sensação era de que não havia mais utilidade em tentar. A sensação não era uma simples sensação. E há coisas que mexem comigo mais do que eu imaginava. Não me espanta a ignorância alheia, não me apavora a frieza do homem, não me encanta o comum. O que realmente dá enfase aos meus dias é o que eu não espero, é o que surge abruptamente.
Hoje mesmo conversava com alguém sobre as coisas que aconteceram e acontecem ao meu redor: fiz comparações. Nada está tão embaçado como já esteve em outras épocas. Me peguei rindo sozinha da vida, do acaso, do passado. Começo a pensar, confabular com minha própria cabeça sobre quase tudo que chama minha atenção. Sou privilegiada? Talvez seja algo além disso, totalmente fora do maldito meio-termo. Não há mais meias-verdades nos dias, não há mais situações pendentes, não há mais linhas infinitas. Tudo que existe é a ação, é o verbo na sua forma mais completa e refinada.
Tudo é diferente: as músicas me soam melhor, os dias são mais agradáveis, as coisas são mais tangíveis e a minha cabeça é uma só. Volto a me socializar e até a passar por situações patéticas que já passei outrora. A comida desce sem dificuldade, isso também é bem interessante. Assim como o meu corpo já sente os efeitos de uma vida mais tranquila, apesar de ser sobrecarregada e agitada, totalmente ao contrário do que tinha planejado. É... anoto agora uma boa lição desse capítulo: Nunca planeje absolutamente nada e seja madura o bastante para encarar os dias sem a preocupação de idealizar as coisas. Lição anotada, lição aprendida.
...Me libertei! Deixei de ser aquele maldito vegetal fantasiado de Marcele que ficou por dias se alimentando de uma luz negra. Abandonei aquela faceta insuportável de quem tinha medo de tudo, mesmo quando o medo não era nada. Estou mais viva e fico muito feliz quando sinto o vento passar por entre meus dedos. Não deixaria que qualquer coisa passasse desapercebida agora. Não deixaria e não deixo. Mais do que nunca, eu observo. Talvez de tanto ver "House" acabei por treinar mais ainda essa minha aptidão. E talvez por ter passado por tanta coisa, resolvi ignorar os meus tropeços por ser uma pessoa bacana demais, já que eu nunca vou deixar de ser bacana e isso todo mundo sabe. Nem quando, por ventura, eu quiser.

segunda-feira, junho 7

Anagrama.

Bom, o Google me diz que:
Um anagrama (do grego ana = "voltar" ou "repetir" + graphein = "escrever") é uma espécie de jogo de palavras, resultando do rearranjo das letras de uma palavra ou frase para produzir outras palavras, utilizando todas as letras originais exatamente uma vez.

E a minha vida se tornou um Anagrama, não só de palavras mas também de gestos, cenas, ocasiões, fatos. Não me espanto, não me desespero: as coisas estão sendo como deveriam ser. Como disse mais cedo pra um amigo novo e um das antigas, é como se alguma força exterior tivesse conspirado a meu favor, a fim de me dar uma nova oportunidade, partindo de onde eu parei. Os principais pontos surgem na minha frente novamente, enquanto os menos importantes estão sendo aparados pelo tempo.
Não sei explicar ao certo o que houve comigo ou qual composto químico reagiu dentro de mim. Ás vezes, penso que tudo poderia ser diferente, mas sempre no sentido ruim da coisa. Aquilo que eu não consegui já não povoa a minha cabeça. A questão agora é o bendito anagrama. A questão agora são os vários sinais que recebo a todo tempo, mesmo quando não quero. A questão agora é, enquanto esse coração surrado bater, buscar o que mereço, juntando pedaço por pedaço de uma vida que se tornou uma charada.

quarta-feira, junho 30

O caminho.

Não esperava nada diferente de mim, mas foi o que veio. A sensação era de que não havia mais utilidade em tentar. A sensação não era uma simples sensação. E há coisas que mexem comigo mais do que eu imaginava. Não me espanta a ignorância alheia, não me apavora a frieza do homem, não me encanta o comum. O que realmente dá enfase aos meus dias é o que eu não espero, é o que surge abruptamente.
Hoje mesmo conversava com alguém sobre as coisas que aconteceram e acontecem ao meu redor: fiz comparações. Nada está tão embaçado como já esteve em outras épocas. Me peguei rindo sozinha da vida, do acaso, do passado. Começo a pensar, confabular com minha própria cabeça sobre quase tudo que chama minha atenção. Sou privilegiada? Talvez seja algo além disso, totalmente fora do maldito meio-termo. Não há mais meias-verdades nos dias, não há mais situações pendentes, não há mais linhas infinitas. Tudo que existe é a ação, é o verbo na sua forma mais completa e refinada.
Tudo é diferente: as músicas me soam melhor, os dias são mais agradáveis, as coisas são mais tangíveis e a minha cabeça é uma só. Volto a me socializar e até a passar por situações patéticas que já passei outrora. A comida desce sem dificuldade, isso também é bem interessante. Assim como o meu corpo já sente os efeitos de uma vida mais tranquila, apesar de ser sobrecarregada e agitada, totalmente ao contrário do que tinha planejado. É... anoto agora uma boa lição desse capítulo: Nunca planeje absolutamente nada e seja madura o bastante para encarar os dias sem a preocupação de idealizar as coisas. Lição anotada, lição aprendida.
...Me libertei! Deixei de ser aquele maldito vegetal fantasiado de Marcele que ficou por dias se alimentando de uma luz negra. Abandonei aquela faceta insuportável de quem tinha medo de tudo, mesmo quando o medo não era nada. Estou mais viva e fico muito feliz quando sinto o vento passar por entre meus dedos. Não deixaria que qualquer coisa passasse desapercebida agora. Não deixaria e não deixo. Mais do que nunca, eu observo. Talvez de tanto ver "House" acabei por treinar mais ainda essa minha aptidão. E talvez por ter passado por tanta coisa, resolvi ignorar os meus tropeços por ser uma pessoa bacana demais, já que eu nunca vou deixar de ser bacana e isso todo mundo sabe. Nem quando, por ventura, eu quiser.

segunda-feira, junho 7

Anagrama.

Bom, o Google me diz que:
Um anagrama (do grego ana = "voltar" ou "repetir" + graphein = "escrever") é uma espécie de jogo de palavras, resultando do rearranjo das letras de uma palavra ou frase para produzir outras palavras, utilizando todas as letras originais exatamente uma vez.

E a minha vida se tornou um Anagrama, não só de palavras mas também de gestos, cenas, ocasiões, fatos. Não me espanto, não me desespero: as coisas estão sendo como deveriam ser. Como disse mais cedo pra um amigo novo e um das antigas, é como se alguma força exterior tivesse conspirado a meu favor, a fim de me dar uma nova oportunidade, partindo de onde eu parei. Os principais pontos surgem na minha frente novamente, enquanto os menos importantes estão sendo aparados pelo tempo.
Não sei explicar ao certo o que houve comigo ou qual composto químico reagiu dentro de mim. Ás vezes, penso que tudo poderia ser diferente, mas sempre no sentido ruim da coisa. Aquilo que eu não consegui já não povoa a minha cabeça. A questão agora é o bendito anagrama. A questão agora são os vários sinais que recebo a todo tempo, mesmo quando não quero. A questão agora é, enquanto esse coração surrado bater, buscar o que mereço, juntando pedaço por pedaço de uma vida que se tornou uma charada.