Não é lá tão complicado: Imagino aquela coisa bem vermelha, com pequeninos pontos destoando da principal cor, enquanto apenas um filete a sustenta lá no alto, no alto da árvore, aquela árvore. Penso sempre: Até onde meus braços vão? O que me impede de alcançá-la? Em que implica chegar até ela? O que vai acontecer caso eu não a alcance? Maldita...! Por um momento chego a odiá-la. Por outro momento chego a desejá-la. Pela eternidade chego a te inviabilizar pra mim. Digo, mais uma vez: Maldita, é isso que você é!
Até então você não mais me incomoda, apenas me atenta, invade a minha paz e toma o espaço do meu sossego. Mas, ainda assim, penso em chegar até você. É um inferno- eu juro que é- olhar lá para o alto e me ver tão pequena, tão frágil, tão incapaz de simplesmente ir sem pensar em como vou tirar os pés do descanso. Não queria ser assim e alguma Força Maior deve saber disso. Mas, é assim que sou. Vejo algo além do seu rubro, vejo ambição em você. Vejo mais do que poderia ver, vejo mais do que sei ver: Vejo a minha mão, vejo o seu brilho nos meus olhos. Vejo tudo e ao mesmo tempo nada... Não dá! Eu não te alcanço.
E então, o que eu faço? Escolho outra coisa a fazer? Desisto de ti por não saber mais o que diabos eu quero de você? Não sei... Confesso que desanimo em momentos de reflexão e me animo quando cogito deixar tudo pra lá. Mesmo assim, a melhor alternativa é a mais notória possível: Tal qual um arquiteto quando que está por planejar uma casa, estarei eu a planejar como chegar até você. Mas, só planejar não é o caminho, já sei disso... Raios! Falei como apenas saber bastasse para alguma coisa... Não é por aí... E, também não é por aqui! Não é?
Pois é, sempre fui refém da diversidade, das alternativas. Me sinto uma eterna apaixonada pelo livre arbítrio, já que ele me permite pensar além do "sim" e do "não". O problema é que esse romance não me deixa ir adiante. É um amor proibido entre uma pessoa diferente e uma cabeça diferente. Mas, o que importa o "adiante", se ambos querem a mesma coisa? Geralmente dois amantes conseguem querer, pelo menos, alguma coisa em comum. E esses dois amantes querem a maçã. Pena que não sabem trabalhar juntos em prol de tal relíquia, preciosidade.
Ah, maçãs! Karmas da minha vida, confusões que minha própria cabeça insana cria quando não aguenta mais viver entediada com a normalidade. Gosto dos meus problemas, gosto das minhas maçãs, gosto dos riscos. Não entendo então por qual motivo me coloco tanto a pensar, refletir, ponderar. Seria mais justo não ser assim? Ou então, o que seria, de fato, justo? Convencer a mim mesma de que não preciso sistematizar tudo? E eu sei que a maçã está bem perto de mim, dá até pra sentir o gosto dela num sonho bom, mas eu não sei o que virá depois. Me apavora pensar que uma atitude, uma maçã caída da árvore, pode custar algo bem maior do que minha fome. Entro em pânico a cada vez que sinto passar por entre meus nervos tudo que poderia acontecer, uma vez que eu conseguisse chegar até ela. Me recuso a considerar que um dia vou conseguir pegá-la, seria prepotência demais da minha parte. Então, deixa tudo como está: eu fico a te olhar estrategicamente, como se você fosse o que há de mais diferente, indo além de um mero problema que os dias me trouxeram . Não, não sei chegar até você, não sei te consumir, não sei te dividir por dentro de mim. : Apenas sei que você está ali e eu estou aqui.
sábado, julho 24
terça-feira, julho 6
Não quero!
E não quero mesmo!
Como já andei dizendo no desabafo "tweetítico" (sim, inventei esse vocábulo agora), não é por falta de respeito ou credibilidade na crença em si e tudo que ela envolve, mas eu não considero interessante já há algum tempo ficar sabendo de várias coisas por outras vias, outros caminhos. Por vários momentos na minha vida eu fiquei ciente de coisas e nem por isso fui poupada de vivê-las. Pensei que isso fosse culpa minha, das minhas escolhas. Pensei certo, em partes. Não posso atribuir a mim mesma tudo de ruim que eu passei, sendo que eu não quis tais coisas. Não seria justo com a minha vontade sempre latente de ser feliz. Não seria justo nem mesmo com quem quer me fazer feliz, não importando quem seja, somente a intenção de tais pessoas.
Quando fico sabendo dessas coisas eu sinto como se não tivesse nenhum controle sobre a minha própria vida e tudo não passasse de um filme que alguém já rodou. Isso me deixa sob uma ira sem igual. Eu não quero, outra porra de vez, saber de coisas das quais o melhor seria exatamente não saber nada, absolutamente nada. Tudo deve ficar por conta dos dias, da minha percepção, da minha vivência. Nada de "avisos prévios" em forma de alerta. Em 22 anos repletos de fiascos, de boas e más experiências, creio eu que já sei direcionar minha vida de forma prática e eficaz pra mim. PRA MIM.
Entendo hoje que viver pelos outros não deve ser levado ao extremo como eu sempre levei. Senti bem mais falta de mim do que de qualquer outra pessoa. Hoje que estou me reencontrando, hoje que me reconheço dentro do que estou sendo, seria o fim da picada precisar considerar situações que o outro me aponta como se tivesse vivido tudo que vivi. Não, ninguém passou por sequer 1% do que eu já passei. Saber o que passei é vago, MUITO vago. Qualquer um precisaria bem mais do que saber para, de fato, fazer com que eu me sentisse cômoda ao falar dos meus rumos, do que ando fazendo da minha vida ou, pior, do que será da minha vida. Assim, me sinto outra coisa: me sinto INCOMODADA.
Me privar de todo o lixo pelo qual tive que passar ninguém me privou, oras! Entendo que até precisei passar por algumas coisas, mas outras foram totalmente desnecessárias e todo mundo sabe disso. No final das contas é necessário apenas que as coisas parem de ser como estão sendo. Eu não preciso de esclarecimentos sobre o futuro, nem sobre o presente e muito menos, MUITO MENOS sobre o passado. O que é extremamente necessário é que eu consiga, como qualquer ser humano consegue, passar pelos dias sem saber o que virá pela frente. Gosto de correr riscos, gosto de não fazer idéia de como vai ser a minha tarde, gosto da sensação que o final de semana me traz sem maiores exigências, gosto de levar um tombo na rua de forma inesperada, gosto de falar besteiras sem ter nada pré- conceituado em mente. Gosto de ser normal, de ter uma vida normal, de fazer coisas normais. O extraordinário deixou de ser sedutor pra mim e se tornou um tormento. Contudo, a partir de hoje, é um tormento com dias contados, assim espero e assim confio.
Como já andei dizendo no desabafo "tweetítico" (sim, inventei esse vocábulo agora), não é por falta de respeito ou credibilidade na crença em si e tudo que ela envolve, mas eu não considero interessante já há algum tempo ficar sabendo de várias coisas por outras vias, outros caminhos. Por vários momentos na minha vida eu fiquei ciente de coisas e nem por isso fui poupada de vivê-las. Pensei que isso fosse culpa minha, das minhas escolhas. Pensei certo, em partes. Não posso atribuir a mim mesma tudo de ruim que eu passei, sendo que eu não quis tais coisas. Não seria justo com a minha vontade sempre latente de ser feliz. Não seria justo nem mesmo com quem quer me fazer feliz, não importando quem seja, somente a intenção de tais pessoas.
Quando fico sabendo dessas coisas eu sinto como se não tivesse nenhum controle sobre a minha própria vida e tudo não passasse de um filme que alguém já rodou. Isso me deixa sob uma ira sem igual. Eu não quero, outra porra de vez, saber de coisas das quais o melhor seria exatamente não saber nada, absolutamente nada. Tudo deve ficar por conta dos dias, da minha percepção, da minha vivência. Nada de "avisos prévios" em forma de alerta. Em 22 anos repletos de fiascos, de boas e más experiências, creio eu que já sei direcionar minha vida de forma prática e eficaz pra mim. PRA MIM.
Entendo hoje que viver pelos outros não deve ser levado ao extremo como eu sempre levei. Senti bem mais falta de mim do que de qualquer outra pessoa. Hoje que estou me reencontrando, hoje que me reconheço dentro do que estou sendo, seria o fim da picada precisar considerar situações que o outro me aponta como se tivesse vivido tudo que vivi. Não, ninguém passou por sequer 1% do que eu já passei. Saber o que passei é vago, MUITO vago. Qualquer um precisaria bem mais do que saber para, de fato, fazer com que eu me sentisse cômoda ao falar dos meus rumos, do que ando fazendo da minha vida ou, pior, do que será da minha vida. Assim, me sinto outra coisa: me sinto INCOMODADA.
Me privar de todo o lixo pelo qual tive que passar ninguém me privou, oras! Entendo que até precisei passar por algumas coisas, mas outras foram totalmente desnecessárias e todo mundo sabe disso. No final das contas é necessário apenas que as coisas parem de ser como estão sendo. Eu não preciso de esclarecimentos sobre o futuro, nem sobre o presente e muito menos, MUITO MENOS sobre o passado. O que é extremamente necessário é que eu consiga, como qualquer ser humano consegue, passar pelos dias sem saber o que virá pela frente. Gosto de correr riscos, gosto de não fazer idéia de como vai ser a minha tarde, gosto da sensação que o final de semana me traz sem maiores exigências, gosto de levar um tombo na rua de forma inesperada, gosto de falar besteiras sem ter nada pré- conceituado em mente. Gosto de ser normal, de ter uma vida normal, de fazer coisas normais. O extraordinário deixou de ser sedutor pra mim e se tornou um tormento. Contudo, a partir de hoje, é um tormento com dias contados, assim espero e assim confio.
Assinar:
Comentários (Atom)
sábado, julho 24
Maçã;
Não é lá tão complicado: Imagino aquela coisa bem vermelha, com pequeninos pontos destoando da principal cor, enquanto apenas um filete a sustenta lá no alto, no alto da árvore, aquela árvore. Penso sempre: Até onde meus braços vão? O que me impede de alcançá-la? Em que implica chegar até ela? O que vai acontecer caso eu não a alcance? Maldita...! Por um momento chego a odiá-la. Por outro momento chego a desejá-la. Pela eternidade chego a te inviabilizar pra mim. Digo, mais uma vez: Maldita, é isso que você é!
Até então você não mais me incomoda, apenas me atenta, invade a minha paz e toma o espaço do meu sossego. Mas, ainda assim, penso em chegar até você. É um inferno- eu juro que é- olhar lá para o alto e me ver tão pequena, tão frágil, tão incapaz de simplesmente ir sem pensar em como vou tirar os pés do descanso. Não queria ser assim e alguma Força Maior deve saber disso. Mas, é assim que sou. Vejo algo além do seu rubro, vejo ambição em você. Vejo mais do que poderia ver, vejo mais do que sei ver: Vejo a minha mão, vejo o seu brilho nos meus olhos. Vejo tudo e ao mesmo tempo nada... Não dá! Eu não te alcanço.
E então, o que eu faço? Escolho outra coisa a fazer? Desisto de ti por não saber mais o que diabos eu quero de você? Não sei... Confesso que desanimo em momentos de reflexão e me animo quando cogito deixar tudo pra lá. Mesmo assim, a melhor alternativa é a mais notória possível: Tal qual um arquiteto quando que está por planejar uma casa, estarei eu a planejar como chegar até você. Mas, só planejar não é o caminho, já sei disso... Raios! Falei como apenas saber bastasse para alguma coisa... Não é por aí... E, também não é por aqui! Não é?
Pois é, sempre fui refém da diversidade, das alternativas. Me sinto uma eterna apaixonada pelo livre arbítrio, já que ele me permite pensar além do "sim" e do "não". O problema é que esse romance não me deixa ir adiante. É um amor proibido entre uma pessoa diferente e uma cabeça diferente. Mas, o que importa o "adiante", se ambos querem a mesma coisa? Geralmente dois amantes conseguem querer, pelo menos, alguma coisa em comum. E esses dois amantes querem a maçã. Pena que não sabem trabalhar juntos em prol de tal relíquia, preciosidade.
Ah, maçãs! Karmas da minha vida, confusões que minha própria cabeça insana cria quando não aguenta mais viver entediada com a normalidade. Gosto dos meus problemas, gosto das minhas maçãs, gosto dos riscos. Não entendo então por qual motivo me coloco tanto a pensar, refletir, ponderar. Seria mais justo não ser assim? Ou então, o que seria, de fato, justo? Convencer a mim mesma de que não preciso sistematizar tudo? E eu sei que a maçã está bem perto de mim, dá até pra sentir o gosto dela num sonho bom, mas eu não sei o que virá depois. Me apavora pensar que uma atitude, uma maçã caída da árvore, pode custar algo bem maior do que minha fome. Entro em pânico a cada vez que sinto passar por entre meus nervos tudo que poderia acontecer, uma vez que eu conseguisse chegar até ela. Me recuso a considerar que um dia vou conseguir pegá-la, seria prepotência demais da minha parte. Então, deixa tudo como está: eu fico a te olhar estrategicamente, como se você fosse o que há de mais diferente, indo além de um mero problema que os dias me trouxeram . Não, não sei chegar até você, não sei te consumir, não sei te dividir por dentro de mim. : Apenas sei que você está ali e eu estou aqui.
Até então você não mais me incomoda, apenas me atenta, invade a minha paz e toma o espaço do meu sossego. Mas, ainda assim, penso em chegar até você. É um inferno- eu juro que é- olhar lá para o alto e me ver tão pequena, tão frágil, tão incapaz de simplesmente ir sem pensar em como vou tirar os pés do descanso. Não queria ser assim e alguma Força Maior deve saber disso. Mas, é assim que sou. Vejo algo além do seu rubro, vejo ambição em você. Vejo mais do que poderia ver, vejo mais do que sei ver: Vejo a minha mão, vejo o seu brilho nos meus olhos. Vejo tudo e ao mesmo tempo nada... Não dá! Eu não te alcanço.
E então, o que eu faço? Escolho outra coisa a fazer? Desisto de ti por não saber mais o que diabos eu quero de você? Não sei... Confesso que desanimo em momentos de reflexão e me animo quando cogito deixar tudo pra lá. Mesmo assim, a melhor alternativa é a mais notória possível: Tal qual um arquiteto quando que está por planejar uma casa, estarei eu a planejar como chegar até você. Mas, só planejar não é o caminho, já sei disso... Raios! Falei como apenas saber bastasse para alguma coisa... Não é por aí... E, também não é por aqui! Não é?
Pois é, sempre fui refém da diversidade, das alternativas. Me sinto uma eterna apaixonada pelo livre arbítrio, já que ele me permite pensar além do "sim" e do "não". O problema é que esse romance não me deixa ir adiante. É um amor proibido entre uma pessoa diferente e uma cabeça diferente. Mas, o que importa o "adiante", se ambos querem a mesma coisa? Geralmente dois amantes conseguem querer, pelo menos, alguma coisa em comum. E esses dois amantes querem a maçã. Pena que não sabem trabalhar juntos em prol de tal relíquia, preciosidade.
Ah, maçãs! Karmas da minha vida, confusões que minha própria cabeça insana cria quando não aguenta mais viver entediada com a normalidade. Gosto dos meus problemas, gosto das minhas maçãs, gosto dos riscos. Não entendo então por qual motivo me coloco tanto a pensar, refletir, ponderar. Seria mais justo não ser assim? Ou então, o que seria, de fato, justo? Convencer a mim mesma de que não preciso sistematizar tudo? E eu sei que a maçã está bem perto de mim, dá até pra sentir o gosto dela num sonho bom, mas eu não sei o que virá depois. Me apavora pensar que uma atitude, uma maçã caída da árvore, pode custar algo bem maior do que minha fome. Entro em pânico a cada vez que sinto passar por entre meus nervos tudo que poderia acontecer, uma vez que eu conseguisse chegar até ela. Me recuso a considerar que um dia vou conseguir pegá-la, seria prepotência demais da minha parte. Então, deixa tudo como está: eu fico a te olhar estrategicamente, como se você fosse o que há de mais diferente, indo além de um mero problema que os dias me trouxeram . Não, não sei chegar até você, não sei te consumir, não sei te dividir por dentro de mim. : Apenas sei que você está ali e eu estou aqui.
terça-feira, julho 6
Não quero!
E não quero mesmo!
Como já andei dizendo no desabafo "tweetítico" (sim, inventei esse vocábulo agora), não é por falta de respeito ou credibilidade na crença em si e tudo que ela envolve, mas eu não considero interessante já há algum tempo ficar sabendo de várias coisas por outras vias, outros caminhos. Por vários momentos na minha vida eu fiquei ciente de coisas e nem por isso fui poupada de vivê-las. Pensei que isso fosse culpa minha, das minhas escolhas. Pensei certo, em partes. Não posso atribuir a mim mesma tudo de ruim que eu passei, sendo que eu não quis tais coisas. Não seria justo com a minha vontade sempre latente de ser feliz. Não seria justo nem mesmo com quem quer me fazer feliz, não importando quem seja, somente a intenção de tais pessoas.
Quando fico sabendo dessas coisas eu sinto como se não tivesse nenhum controle sobre a minha própria vida e tudo não passasse de um filme que alguém já rodou. Isso me deixa sob uma ira sem igual. Eu não quero, outra porra de vez, saber de coisas das quais o melhor seria exatamente não saber nada, absolutamente nada. Tudo deve ficar por conta dos dias, da minha percepção, da minha vivência. Nada de "avisos prévios" em forma de alerta. Em 22 anos repletos de fiascos, de boas e más experiências, creio eu que já sei direcionar minha vida de forma prática e eficaz pra mim. PRA MIM.
Entendo hoje que viver pelos outros não deve ser levado ao extremo como eu sempre levei. Senti bem mais falta de mim do que de qualquer outra pessoa. Hoje que estou me reencontrando, hoje que me reconheço dentro do que estou sendo, seria o fim da picada precisar considerar situações que o outro me aponta como se tivesse vivido tudo que vivi. Não, ninguém passou por sequer 1% do que eu já passei. Saber o que passei é vago, MUITO vago. Qualquer um precisaria bem mais do que saber para, de fato, fazer com que eu me sentisse cômoda ao falar dos meus rumos, do que ando fazendo da minha vida ou, pior, do que será da minha vida. Assim, me sinto outra coisa: me sinto INCOMODADA.
Me privar de todo o lixo pelo qual tive que passar ninguém me privou, oras! Entendo que até precisei passar por algumas coisas, mas outras foram totalmente desnecessárias e todo mundo sabe disso. No final das contas é necessário apenas que as coisas parem de ser como estão sendo. Eu não preciso de esclarecimentos sobre o futuro, nem sobre o presente e muito menos, MUITO MENOS sobre o passado. O que é extremamente necessário é que eu consiga, como qualquer ser humano consegue, passar pelos dias sem saber o que virá pela frente. Gosto de correr riscos, gosto de não fazer idéia de como vai ser a minha tarde, gosto da sensação que o final de semana me traz sem maiores exigências, gosto de levar um tombo na rua de forma inesperada, gosto de falar besteiras sem ter nada pré- conceituado em mente. Gosto de ser normal, de ter uma vida normal, de fazer coisas normais. O extraordinário deixou de ser sedutor pra mim e se tornou um tormento. Contudo, a partir de hoje, é um tormento com dias contados, assim espero e assim confio.
Como já andei dizendo no desabafo "tweetítico" (sim, inventei esse vocábulo agora), não é por falta de respeito ou credibilidade na crença em si e tudo que ela envolve, mas eu não considero interessante já há algum tempo ficar sabendo de várias coisas por outras vias, outros caminhos. Por vários momentos na minha vida eu fiquei ciente de coisas e nem por isso fui poupada de vivê-las. Pensei que isso fosse culpa minha, das minhas escolhas. Pensei certo, em partes. Não posso atribuir a mim mesma tudo de ruim que eu passei, sendo que eu não quis tais coisas. Não seria justo com a minha vontade sempre latente de ser feliz. Não seria justo nem mesmo com quem quer me fazer feliz, não importando quem seja, somente a intenção de tais pessoas.
Quando fico sabendo dessas coisas eu sinto como se não tivesse nenhum controle sobre a minha própria vida e tudo não passasse de um filme que alguém já rodou. Isso me deixa sob uma ira sem igual. Eu não quero, outra porra de vez, saber de coisas das quais o melhor seria exatamente não saber nada, absolutamente nada. Tudo deve ficar por conta dos dias, da minha percepção, da minha vivência. Nada de "avisos prévios" em forma de alerta. Em 22 anos repletos de fiascos, de boas e más experiências, creio eu que já sei direcionar minha vida de forma prática e eficaz pra mim. PRA MIM.
Entendo hoje que viver pelos outros não deve ser levado ao extremo como eu sempre levei. Senti bem mais falta de mim do que de qualquer outra pessoa. Hoje que estou me reencontrando, hoje que me reconheço dentro do que estou sendo, seria o fim da picada precisar considerar situações que o outro me aponta como se tivesse vivido tudo que vivi. Não, ninguém passou por sequer 1% do que eu já passei. Saber o que passei é vago, MUITO vago. Qualquer um precisaria bem mais do que saber para, de fato, fazer com que eu me sentisse cômoda ao falar dos meus rumos, do que ando fazendo da minha vida ou, pior, do que será da minha vida. Assim, me sinto outra coisa: me sinto INCOMODADA.
Me privar de todo o lixo pelo qual tive que passar ninguém me privou, oras! Entendo que até precisei passar por algumas coisas, mas outras foram totalmente desnecessárias e todo mundo sabe disso. No final das contas é necessário apenas que as coisas parem de ser como estão sendo. Eu não preciso de esclarecimentos sobre o futuro, nem sobre o presente e muito menos, MUITO MENOS sobre o passado. O que é extremamente necessário é que eu consiga, como qualquer ser humano consegue, passar pelos dias sem saber o que virá pela frente. Gosto de correr riscos, gosto de não fazer idéia de como vai ser a minha tarde, gosto da sensação que o final de semana me traz sem maiores exigências, gosto de levar um tombo na rua de forma inesperada, gosto de falar besteiras sem ter nada pré- conceituado em mente. Gosto de ser normal, de ter uma vida normal, de fazer coisas normais. O extraordinário deixou de ser sedutor pra mim e se tornou um tormento. Contudo, a partir de hoje, é um tormento com dias contados, assim espero e assim confio.
Assinar:
Comentários (Atom)