segunda-feira, maio 10

Não mais.

Estranhamente, eu não queria fazer isso. Não queria me dar ao trabalho de escrever sobre algo que, pra variar, aconteceu. A vontade surgiu com ares de conselho, vindo de um "sábio oráculo". E assim, apareceu, se instaurou e aqui estou eu, dando forma ao meu alívio ou boa parte dele.


Bom, foi como numa reprise de "Sessão da Tarde", onde você vira a cara ao ver que passará "A Lagoa Azul" e sempre comenta mentalmente e/ou oralmente : -Outra vez esse filme? A Globo não tem o que passar, não? ...Pois bem, dentro da situação, eu sou a Globo. Plin...plin. Enquanto alguns me recomendaram o habitual, que seria ignorar a situação, preparar-se para novas e seguir adiante, o "oráculo" ditou as regras de forma diferente: "Não dá pra superar nada guardando as coisas para si". Bom, faz sentido mas, é muito difícil entender as coisas quando tudo que você gostaria de fazer era voltar no tempo, nada mais. E, como não dá pra fazer isso, não dá para voltar no tempo e consertar tudo que eu mesma causei, então o jeito é encarar tudo de frente, sem medo de estar sendo egoísta demais, sem medo de recompor-se, não ao que era, mas ao que sempre quis ser. Esqueci, quase que completamente, das minhas ambições. Me preocupei bem mais com o outro do que comigo. Reciprocidade nisso? Nenhuma, mas isso é um detalhe. Até porque, uma vez retomada as idéias de antes, as velhas não mais retornarão á minha cabeça. Não é complicado lidar com o fracasso mas, na situação em questão, foi deveras necessário. Necessidade: palavra bonita, não?

Não escrevo como uma sanguinária em busca de vingança. Sou vingativa mas, nesse caso isso também está sendo diferente, o que é bem atípico. Escrevo como alguém que apesar de ser a personagem principal nessa tragédia grega, acredita que uma análise de caso é simplesmente formidável. E é o que estou fazendo, entre um devaneio e outro, entre um passo e outro, entre um lamento e outro, entre uma risada e outra. Claro que há coisas que não são passíveis de mudança mas, a maioria delas são, sempre foram. Mas, foi como falei, eu não quero lamentar absolutamente nada. Não será como das outras vezes, onde o meu desespero me dava impulso para persistir no erro. Acertar era tão simples, mas tão simples. Bem mais até do que errar, por mais humana que essa história seja. E é por saber disso que me mantenho tão centrada no momento, não importa o que eu esteja fazendo para o tal.

segunda-feira, maio 10

Não mais.

Estranhamente, eu não queria fazer isso. Não queria me dar ao trabalho de escrever sobre algo que, pra variar, aconteceu. A vontade surgiu com ares de conselho, vindo de um "sábio oráculo". E assim, apareceu, se instaurou e aqui estou eu, dando forma ao meu alívio ou boa parte dele.


Bom, foi como numa reprise de "Sessão da Tarde", onde você vira a cara ao ver que passará "A Lagoa Azul" e sempre comenta mentalmente e/ou oralmente : -Outra vez esse filme? A Globo não tem o que passar, não? ...Pois bem, dentro da situação, eu sou a Globo. Plin...plin. Enquanto alguns me recomendaram o habitual, que seria ignorar a situação, preparar-se para novas e seguir adiante, o "oráculo" ditou as regras de forma diferente: "Não dá pra superar nada guardando as coisas para si". Bom, faz sentido mas, é muito difícil entender as coisas quando tudo que você gostaria de fazer era voltar no tempo, nada mais. E, como não dá pra fazer isso, não dá para voltar no tempo e consertar tudo que eu mesma causei, então o jeito é encarar tudo de frente, sem medo de estar sendo egoísta demais, sem medo de recompor-se, não ao que era, mas ao que sempre quis ser. Esqueci, quase que completamente, das minhas ambições. Me preocupei bem mais com o outro do que comigo. Reciprocidade nisso? Nenhuma, mas isso é um detalhe. Até porque, uma vez retomada as idéias de antes, as velhas não mais retornarão á minha cabeça. Não é complicado lidar com o fracasso mas, na situação em questão, foi deveras necessário. Necessidade: palavra bonita, não?

Não escrevo como uma sanguinária em busca de vingança. Sou vingativa mas, nesse caso isso também está sendo diferente, o que é bem atípico. Escrevo como alguém que apesar de ser a personagem principal nessa tragédia grega, acredita que uma análise de caso é simplesmente formidável. E é o que estou fazendo, entre um devaneio e outro, entre um passo e outro, entre um lamento e outro, entre uma risada e outra. Claro que há coisas que não são passíveis de mudança mas, a maioria delas são, sempre foram. Mas, foi como falei, eu não quero lamentar absolutamente nada. Não será como das outras vezes, onde o meu desespero me dava impulso para persistir no erro. Acertar era tão simples, mas tão simples. Bem mais até do que errar, por mais humana que essa história seja. E é por saber disso que me mantenho tão centrada no momento, não importa o que eu esteja fazendo para o tal.