sábado, julho 24

Maçã;

Não é lá tão complicado: Imagino aquela coisa bem vermelha, com pequeninos pontos destoando da principal cor, enquanto apenas um filete a sustenta lá no alto, no alto da árvore, aquela árvore. Penso sempre: Até onde meus braços vão? O que me impede de alcançá-la? Em que implica chegar até ela? O que vai acontecer caso eu não a alcance? Maldita...! Por um momento chego a odiá-la. Por outro momento chego a desejá-la. Pela eternidade chego a te inviabilizar pra mim. Digo, mais uma vez: Maldita, é isso que você é!
Até então você não mais me incomoda, apenas me atenta, invade a minha paz e toma o espaço do meu sossego. Mas, ainda assim, penso em chegar até você. É um inferno- eu juro que é- olhar lá para o alto e me ver tão pequena, tão frágil, tão incapaz de simplesmente ir sem pensar em como vou tirar os pés do descanso. Não queria ser assim e alguma Força Maior deve saber disso. Mas, é assim que sou. Vejo algo além do seu rubro, vejo ambição em você. Vejo mais do que poderia ver, vejo mais do que sei ver: Vejo a minha mão, vejo o seu brilho nos meus olhos. Vejo tudo e ao mesmo tempo nada... Não dá! Eu não te alcanço.
E então, o que eu faço? Escolho outra coisa a fazer? Desisto de ti por não saber mais o que diabos eu quero de você? Não sei... Confesso que desanimo em momentos de reflexão e me animo quando cogito deixar tudo pra lá. Mesmo assim, a melhor alternativa é a mais notória possível: Tal qual um arquiteto quando que está por planejar uma casa, estarei eu a planejar como chegar até você. Mas, só planejar não é o caminho, já sei disso... Raios! Falei como apenas saber bastasse para alguma coisa... Não é por aí... E, também não é por aqui! Não é?
Pois é, sempre fui refém da diversidade, das alternativas. Me sinto uma eterna apaixonada pelo livre arbítrio, já que ele me permite pensar além do "sim" e do "não". O problema é que esse romance não me deixa ir adiante. É um amor proibido entre uma pessoa diferente e uma cabeça diferente. Mas, o que importa o "adiante", se ambos querem a mesma coisa? Geralmente dois amantes conseguem querer, pelo menos, alguma coisa em comum. E esses dois amantes querem a maçã. Pena que não sabem trabalhar juntos em prol de tal relíquia, preciosidade.
Ah, maçãs! Karmas da minha vida, confusões que minha própria cabeça insana cria quando não aguenta mais viver entediada com a normalidade. Gosto dos meus problemas, gosto das minhas maçãs, gosto dos riscos. Não entendo então por qual motivo me coloco tanto a pensar, refletir, ponderar. Seria mais justo não ser assim? Ou então, o que seria, de fato, justo? Convencer a mim mesma de que não preciso sistematizar tudo? E eu sei que a maçã está bem perto de mim, dá até pra sentir o gosto dela num sonho bom, mas eu não sei o que virá depois. Me apavora pensar que uma atitude, uma maçã caída da árvore, pode custar algo bem maior do que minha fome. Entro em pânico a cada vez que sinto passar por entre meus nervos tudo que poderia acontecer, uma vez que eu conseguisse chegar até ela. Me recuso a considerar que um dia vou conseguir pegá-la, seria prepotência demais da minha parte. Então, deixa tudo como está: eu fico a te olhar estrategicamente, como se você fosse o que há de mais diferente, indo além de um mero problema que os dias me trouxeram . Não, não sei chegar até você, não sei te consumir, não sei te dividir por dentro de mim. : Apenas sei que você está ali e eu estou aqui.

sábado, julho 24

Maçã;

Não é lá tão complicado: Imagino aquela coisa bem vermelha, com pequeninos pontos destoando da principal cor, enquanto apenas um filete a sustenta lá no alto, no alto da árvore, aquela árvore. Penso sempre: Até onde meus braços vão? O que me impede de alcançá-la? Em que implica chegar até ela? O que vai acontecer caso eu não a alcance? Maldita...! Por um momento chego a odiá-la. Por outro momento chego a desejá-la. Pela eternidade chego a te inviabilizar pra mim. Digo, mais uma vez: Maldita, é isso que você é!
Até então você não mais me incomoda, apenas me atenta, invade a minha paz e toma o espaço do meu sossego. Mas, ainda assim, penso em chegar até você. É um inferno- eu juro que é- olhar lá para o alto e me ver tão pequena, tão frágil, tão incapaz de simplesmente ir sem pensar em como vou tirar os pés do descanso. Não queria ser assim e alguma Força Maior deve saber disso. Mas, é assim que sou. Vejo algo além do seu rubro, vejo ambição em você. Vejo mais do que poderia ver, vejo mais do que sei ver: Vejo a minha mão, vejo o seu brilho nos meus olhos. Vejo tudo e ao mesmo tempo nada... Não dá! Eu não te alcanço.
E então, o que eu faço? Escolho outra coisa a fazer? Desisto de ti por não saber mais o que diabos eu quero de você? Não sei... Confesso que desanimo em momentos de reflexão e me animo quando cogito deixar tudo pra lá. Mesmo assim, a melhor alternativa é a mais notória possível: Tal qual um arquiteto quando que está por planejar uma casa, estarei eu a planejar como chegar até você. Mas, só planejar não é o caminho, já sei disso... Raios! Falei como apenas saber bastasse para alguma coisa... Não é por aí... E, também não é por aqui! Não é?
Pois é, sempre fui refém da diversidade, das alternativas. Me sinto uma eterna apaixonada pelo livre arbítrio, já que ele me permite pensar além do "sim" e do "não". O problema é que esse romance não me deixa ir adiante. É um amor proibido entre uma pessoa diferente e uma cabeça diferente. Mas, o que importa o "adiante", se ambos querem a mesma coisa? Geralmente dois amantes conseguem querer, pelo menos, alguma coisa em comum. E esses dois amantes querem a maçã. Pena que não sabem trabalhar juntos em prol de tal relíquia, preciosidade.
Ah, maçãs! Karmas da minha vida, confusões que minha própria cabeça insana cria quando não aguenta mais viver entediada com a normalidade. Gosto dos meus problemas, gosto das minhas maçãs, gosto dos riscos. Não entendo então por qual motivo me coloco tanto a pensar, refletir, ponderar. Seria mais justo não ser assim? Ou então, o que seria, de fato, justo? Convencer a mim mesma de que não preciso sistematizar tudo? E eu sei que a maçã está bem perto de mim, dá até pra sentir o gosto dela num sonho bom, mas eu não sei o que virá depois. Me apavora pensar que uma atitude, uma maçã caída da árvore, pode custar algo bem maior do que minha fome. Entro em pânico a cada vez que sinto passar por entre meus nervos tudo que poderia acontecer, uma vez que eu conseguisse chegar até ela. Me recuso a considerar que um dia vou conseguir pegá-la, seria prepotência demais da minha parte. Então, deixa tudo como está: eu fico a te olhar estrategicamente, como se você fosse o que há de mais diferente, indo além de um mero problema que os dias me trouxeram . Não, não sei chegar até você, não sei te consumir, não sei te dividir por dentro de mim. : Apenas sei que você está ali e eu estou aqui.