domingo, outubro 3
Quero meus pés na lama.
De vez em quando, sem me preocupar com o quanto, eu deveria encher a minha alma de amor. Não é algo que eu queira, apenas que eu precise, teoricamente. Não também que ele seja ausente, mas ainda sinto isso de uma forma muito diferente do que vejo por aí. As coisas estão normais, as pessoas sempre foram normais e as ruas são a única expressão de peculiaridade, talvez. Quando não saio da minha torre feita de agonia, transfiro tal sentimento para mim, para que meus poros fiquem entupidos com tanto desespero em forma de cansaço cotidiano. Dessa forma, eu faço dos cantos e dos tijolos o meu refúgio. Copos e líquidos também ajudam na tentativa de buscar um outro mundo, um outro lugar, um outro refúgio. São como um punhado de terra molhada onde eu enfio os pés e sinto o barro passar por entre os dedos. É algo que eu gosto de ver dentro de mim. É a minha alternativa plausível para não ter que dar o braço a torcer. Para quem? Para a estagnação que o mundo vende a preço de banana. Na contramão do que não presta, as músicas me dizem aquilo que eu preciso ouvir, de um jeito que a vida consegue apenas gritar. Eu odeio gritos, prefiro a sutileza de palavras ditas ao pé do ouvido. Há mensagens, sei disso, mas o entendimento acerca delas depende da forma como elas chegam até meus neurônios, isso é se eles são o destino propriamente dito. De repente, eu viajo demais, pode até ser. Mas, ainda acredito que essas coisas em série com as quais me deparo são pouco para mim e não sou tão estúpida para me contentar com pouco, mais uma vez.
domingo, outubro 3
Quero meus pés na lama.
De vez em quando, sem me preocupar com o quanto, eu deveria encher a minha alma de amor. Não é algo que eu queira, apenas que eu precise, teoricamente. Não também que ele seja ausente, mas ainda sinto isso de uma forma muito diferente do que vejo por aí. As coisas estão normais, as pessoas sempre foram normais e as ruas são a única expressão de peculiaridade, talvez. Quando não saio da minha torre feita de agonia, transfiro tal sentimento para mim, para que meus poros fiquem entupidos com tanto desespero em forma de cansaço cotidiano. Dessa forma, eu faço dos cantos e dos tijolos o meu refúgio. Copos e líquidos também ajudam na tentativa de buscar um outro mundo, um outro lugar, um outro refúgio. São como um punhado de terra molhada onde eu enfio os pés e sinto o barro passar por entre os dedos. É algo que eu gosto de ver dentro de mim. É a minha alternativa plausível para não ter que dar o braço a torcer. Para quem? Para a estagnação que o mundo vende a preço de banana. Na contramão do que não presta, as músicas me dizem aquilo que eu preciso ouvir, de um jeito que a vida consegue apenas gritar. Eu odeio gritos, prefiro a sutileza de palavras ditas ao pé do ouvido. Há mensagens, sei disso, mas o entendimento acerca delas depende da forma como elas chegam até meus neurônios, isso é se eles são o destino propriamente dito. De repente, eu viajo demais, pode até ser. Mas, ainda acredito que essas coisas em série com as quais me deparo são pouco para mim e não sou tão estúpida para me contentar com pouco, mais uma vez.