O que toca aqui na vitrola fala por mim. Tenho gritado, sem preocupar-me com represálias. Tenho batido o pé com força e com vontade. Não por caprichos, creio eu. Tudo é fruto da inquietude que, ironicamente, me pede calma. Mas, tratando-se de Marcele, a calma é uma espécie de miragem em pleno deserto temporário. Não que eu queira ver as coisas como elas são- decerto que a visão não está mais borrada e encoberta como de costume, apenas preciso entender qual é o próposito de tais elementos aleatórios numa cabeça que sequer saber a razão pela qual escreve. Mentira, a cabeça sabe, quem não sabe sou eu.
Comprei coisas pra marcar outro ciclo de mudanças e, sem querer ofender o destino, não preciso de elementos juvenis que se fundem com a minha capacidade de tolerância. Não quero, de maneira nenhuma, algo que me faça pensar sobre o quanto a sociedade se tornou um poço de tumores. Mesmo que seja eu a reclamante, não quero.
De repente, reparei que algumas peças estão fora do lugar e eu estou pouco me lixando para isso, já que os principais pesos de papel já foram pra outro patamar. Tirei a culpa dos ombros, nos últimos meses. Confesso que não consegui tal proeza sozinha, tive ajuda de personagens que figuram minha vida. Personas que aprendi a cativar, sem o menor esforço e que também me cativam com o maior prazer que sei.
Não, não tenho muitas poucas ideias soltas, me sinto apta a fazer de tudo um pouco. Ganhei asas! Ganhei e quero voar o mais alto que posso. Claro que há pertinências. De vez em quando, ao olhar pro copo e vê-lo vazio, me questiono sobre coisas que podem ter acontecido e percebi com certo atraso. Fazer o caminho contrário, pelo inverso, não é uma boa. Mas, as coisas são palpáveis e eu sei até onde me entendo. Fica fácil lidar com um coração que bate, mas pouco sente. O complexo é notar que o tal "pouco" tira o sono de alguém que mal prega olho.
Ao mesmo tempo, é muito estranho estar estranha, atípica. Nem que forjasse imagens em minha mente, reverteria o quadro clínico. Estou em terras desconhecidas, chegando até a fazer uma viagem pros tempos de coloridos e 15 anos. Estou buscando nas memórias um conforto que não encontro no presente por estar tão exigente com as pessoas. E, tenho segredos que abastecem minha alma de entretenimento. Peço passagem, com um enredo que não é meu, mas é de minha autoria. O que não conto pra ninguém é velado pelos meus sonhos. Sonhos quando a alma passeia e me diz o que está por vir e também quando estou acordada, criptografando elementos tão simples, mas tão sombrios.
Perdi o trem, mas ainda estou na estação.
sábado, janeiro 8
sábado, janeiro 8
Sem código.
O que toca aqui na vitrola fala por mim. Tenho gritado, sem preocupar-me com represálias. Tenho batido o pé com força e com vontade. Não por caprichos, creio eu. Tudo é fruto da inquietude que, ironicamente, me pede calma. Mas, tratando-se de Marcele, a calma é uma espécie de miragem em pleno deserto temporário. Não que eu queira ver as coisas como elas são- decerto que a visão não está mais borrada e encoberta como de costume, apenas preciso entender qual é o próposito de tais elementos aleatórios numa cabeça que sequer saber a razão pela qual escreve. Mentira, a cabeça sabe, quem não sabe sou eu.
Comprei coisas pra marcar outro ciclo de mudanças e, sem querer ofender o destino, não preciso de elementos juvenis que se fundem com a minha capacidade de tolerância. Não quero, de maneira nenhuma, algo que me faça pensar sobre o quanto a sociedade se tornou um poço de tumores. Mesmo que seja eu a reclamante, não quero.
De repente, reparei que algumas peças estão fora do lugar e eu estou pouco me lixando para isso, já que os principais pesos de papel já foram pra outro patamar. Tirei a culpa dos ombros, nos últimos meses. Confesso que não consegui tal proeza sozinha, tive ajuda de personagens que figuram minha vida. Personas que aprendi a cativar, sem o menor esforço e que também me cativam com o maior prazer que sei.
Não, não tenho muitas poucas ideias soltas, me sinto apta a fazer de tudo um pouco. Ganhei asas! Ganhei e quero voar o mais alto que posso. Claro que há pertinências. De vez em quando, ao olhar pro copo e vê-lo vazio, me questiono sobre coisas que podem ter acontecido e percebi com certo atraso. Fazer o caminho contrário, pelo inverso, não é uma boa. Mas, as coisas são palpáveis e eu sei até onde me entendo. Fica fácil lidar com um coração que bate, mas pouco sente. O complexo é notar que o tal "pouco" tira o sono de alguém que mal prega olho.
Ao mesmo tempo, é muito estranho estar estranha, atípica. Nem que forjasse imagens em minha mente, reverteria o quadro clínico. Estou em terras desconhecidas, chegando até a fazer uma viagem pros tempos de coloridos e 15 anos. Estou buscando nas memórias um conforto que não encontro no presente por estar tão exigente com as pessoas. E, tenho segredos que abastecem minha alma de entretenimento. Peço passagem, com um enredo que não é meu, mas é de minha autoria. O que não conto pra ninguém é velado pelos meus sonhos. Sonhos quando a alma passeia e me diz o que está por vir e também quando estou acordada, criptografando elementos tão simples, mas tão sombrios.
Perdi o trem, mas ainda estou na estação.
Comprei coisas pra marcar outro ciclo de mudanças e, sem querer ofender o destino, não preciso de elementos juvenis que se fundem com a minha capacidade de tolerância. Não quero, de maneira nenhuma, algo que me faça pensar sobre o quanto a sociedade se tornou um poço de tumores. Mesmo que seja eu a reclamante, não quero.
De repente, reparei que algumas peças estão fora do lugar e eu estou pouco me lixando para isso, já que os principais pesos de papel já foram pra outro patamar. Tirei a culpa dos ombros, nos últimos meses. Confesso que não consegui tal proeza sozinha, tive ajuda de personagens que figuram minha vida. Personas que aprendi a cativar, sem o menor esforço e que também me cativam com o maior prazer que sei.
Não, não tenho muitas poucas ideias soltas, me sinto apta a fazer de tudo um pouco. Ganhei asas! Ganhei e quero voar o mais alto que posso. Claro que há pertinências. De vez em quando, ao olhar pro copo e vê-lo vazio, me questiono sobre coisas que podem ter acontecido e percebi com certo atraso. Fazer o caminho contrário, pelo inverso, não é uma boa. Mas, as coisas são palpáveis e eu sei até onde me entendo. Fica fácil lidar com um coração que bate, mas pouco sente. O complexo é notar que o tal "pouco" tira o sono de alguém que mal prega olho.
Ao mesmo tempo, é muito estranho estar estranha, atípica. Nem que forjasse imagens em minha mente, reverteria o quadro clínico. Estou em terras desconhecidas, chegando até a fazer uma viagem pros tempos de coloridos e 15 anos. Estou buscando nas memórias um conforto que não encontro no presente por estar tão exigente com as pessoas. E, tenho segredos que abastecem minha alma de entretenimento. Peço passagem, com um enredo que não é meu, mas é de minha autoria. O que não conto pra ninguém é velado pelos meus sonhos. Sonhos quando a alma passeia e me diz o que está por vir e também quando estou acordada, criptografando elementos tão simples, mas tão sombrios.
Perdi o trem, mas ainda estou na estação.